
Domingo e futebol. Uma combinação bem brasileira, não é mesmo? Pois bem, hoje não foi. Por quê? Simplesmente por causa da final da Eurocopa 2008!
Hoje, em Viena, Áustria, foi jogada a final da Euro 2008. Alemanha contra Espanha. O jogo, por si só, já atraía a atenção de pessoas que não ligam muito para futebol. Para os brasileiros, tinha ainda o apelo de ver um jogador tupiniquim em campo (Marcos Senna, que jogou algum tempo no Brasil até transferir-se para a Espanha). Mas eu, que gosto de futebol (mais que a média, e com certeza muito mais que as mulheres costumam gostar), vi o jogo por outros motivos.
Primeiro, porque ver jogos europeus sempre me deixa feliz. O motivo? A transmissão! E, nesta Euro, ela estava deslumbrante...
Imagens de ângulos diversos (uma câmera que filmava o campo de cima me deixou embasbacada), definição de imagem, tomadas em super-slow, nas quais você vê qualquer toque ou falta com precisão...

Cara, foi um show! Arrisco dizer que a transmissão foi melhor até que a da última copa. Assim até dá gosto ver futebol.
Fora que os dois times, Alemanha e Espanha, atraem a atenção do público. A "fúria" espanhola tinha fama de nadar, nadar e morrer na praia. Ou seja, sempre tinha um time bom, mas nunca passava das quartas de final nas competições importantes. E, pasmem, o único título que eles tinham, até essa final de hoje, foi a Euro de 1964. E só. Nunca ganharam uma copa.
A Alemanha, várias vezes campeã do mundo, tinha mais credenciais. Mas, depois de duas copas com resultados médios (na última eles chegaram desacreditados, jogando em casa. Na de 2002 eles perderam aquela final sensacional para o Brasil), o time precisava mostrar resultados.
Jogados os 90 minutos, deu Espanha. A festa foi bonita, e o time realmente mereceu a vitória (1 x 0, resultado até magro para o bom futebol apresentado). O herói do dia foi Fernado Torres, jogador do Liverpool, revelado no Atlético de Madri. Ele marcou o gol da vitória num lance em que prevaleceu a garra e o instinto de artilheiro. Ele é um bom jogador, mas, para ser sincera, acho que o outro Fernando (o Alonso, da Fórmula 1) é bem mais talentoso...
O que impressionou, fora a bela festa que os organizadores planejaram, foi a postura do time alemão depois da derrota. Eles permaneceram no campo, viram a festa espanhola (logicamente desolados), e receberam suas medalhas pelo vice campeonato. Tudo na maior educação. Ficaram no canto, quietos, tristes, mas ficaram lá. Agora eu pergunto: alguém imagina uma Argentina, ou a própria seleção brasileira fazendo isso? Se fosse numa final Brasil e Argentina, a possibilidade mais plausível era de tudo terminar em pancadaria generalizada!Logo eu estava vendo Ilker Casillas, goleiro espanhol que virou herói nacional depois de se dar bem nas cobranças de pênaltis contra a Itália, levantando a taça. Ele é o capitão do time espanhol, e merecia o feito. Superar Buffon, um dos melhores goleiros do mundo, levar seu time para as semi finais depois de passar pela Itália realmente não é para qualquer um. Ainda mais depois da Itália ter ganho a última copa, nos pênaltis, e com Buffon como seu goleiro.

Assim que a festa acabou, eu troquei de canal. A Globo estava transmitindo o finzinho do jogo do Flamengo. Eles jogavam contra o Sport, lá na Ilha do retiro.
Ai, que sofrimento... não pelo jogo, que estava empatado até aquele momento, mas pelas imagens... parecia que eu tinha colocado num jogo de quinta divisão. Um campo horroroso, uma transmissão amadora, com câmeras posicionadas no meio do campo e só... Depois daquele show na Euro! Só valeu mesmo porque o Fla venceu com um gol aos 46 do segundo tempo. Obina fez um gol de letra. E eu fiquei ouvindo os gritos e comemorações dos vizinhos fanáticos. Desejando apenas que, um dia, tenhamos transmissões de jogos do brasileirão tão bonitas quanto as dos europeus.
Para encerrar, apenas uma lembrança. Hoje é o aniversário de 50 anos da conquista do primeiro título de copa do mundo do Brasil. Em 1958, na Suécia, a seleção do Brasil levantou pela primeira vez a taça de campeã mundial. Muito tempo atrás, numa época que o futebol era bem diferente. Talvez até mais bonito. Mas certamente menos profissional.


.jpg)





